Afigura-se, com o julgamento tardio do mensalão, um prejuízo de grandes proporções para a base aliada.
Quer dizer, com as eleições municipais em voga, os candidatos do PT vêem-se complicados porquanto seu partido seja um dos alvos das investigações. Não dá para negar o fato de, por ocorrer o processo em consonância com o reconhecimento e posterior eleição de partícipes com sua base de apoio ligada ao Partido dos Trabalhadores, firmar-se aí uma situação delicada.
O observatório político desvanece ao verificar, em várias capitais, o desconhecimento de nomes que, ligados ao de Lula e Dilma, poderiam ter maior expressividade, não acontecendo tal devido, em parte, à posição de saia justa na qual encontram-se ambos os presidentes.
Saída, há.
É mister relegar mais embate em corpo-a-corpo, uma entrega maior e a utilização inteligente dos meios de comunicação de massa, na medida em que limitem-se pela ética política.
Do outro lado, beneficiam-se do cenário, a oposição e sua certeza de que os aliados perderam em força e talvez enxerguem caminho livre para galgar a volta ao poder.
É indefinido ainda. Com a familiarização do eleitor para com os representantes de seus líderes favoritos, o quadro pode vir a mudar, afinal nem só de pesquisas vive o convívio intermunicipal; a força dos situacionistas não deve outrossim ser subestimada e a permanência é uma variável a ser considerada.
Mais uma vez, apoiar-se em dados insubstanciais poderia incorrer em um erro grave, tanto de lado da situação como da oposição.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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