Os brasileiros, nos últimos anos, têm passado por lições de como governar. No governo FHC, com o empreendimento do plano real, estipulou-se que o país seria vendido em virtude de tantas privatizações, houve apagão e quem pagou a conta foi o povo. FHC ficou por dois mandatos com as rédeas da nação, propondo uma ordem de comando neoliberal e isso gerou várias críticas, mas ainda assim, o medo de uma bancarrota extinguiu-se com o fogo de seu sucessor. Luis Inácio Lula da Silva, um operário subiu ao palanque e gritou as vozes sindicalistas, sem um diploma universitário houve de brigar muito para chegar ao poder; uma vez eleito, caiu nas graças da população com programas como o bolsa-família e o fome zero, voltados para as classes menos favorecidas, além de possibilitar uma movimentação de extratos da sociedade; mobilidade esta foi capaz de tirar muita gente da miséria e a aposta otimista elevou bastantes famílias às castas superiores, permitido sendo isto por um programa de que legou frutos. Veio o mensalão, e mais uma vez todos caíram em desconfiança. Então aquele homem que veio do povo, e trazia a esperança como bandeira era corrupto, ou, dizendo de outro modo, o seu partido – justo o dos trabalhadores – estava permeado por entes corruptores. Vai-se aí junto com dinheiro na cueca e outras patifarias um sem número decepcionado com os seus governantes. Mas aí que o tempo passa, Lula elege a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Roussef e cá estamos, com a limpeza da lama que voga nos bastidores e por debaixo dos panos, surge uma heroína com 77% de aprovação em seu mandato, que claro, é um continuísmo do de seu antecessor e padrinho, Lula e o brasileiro volta a ter confiança em si mesmo; neste ínterim a economia oscila e o país escapa por pouco de uma crise mundial, os protestos mundo afora têm contornos de revolução (americana, talvez) e surgem novos blocos além do G8, como os BRICS, formado pelos países emergentes e os holofotes voltam-se para nós. O resgate da memória é pauta de discussão, somos imantados ao passado da ditadura, lei de anistia, verdade e justiça, tudo num mesmo pacote. E o Brasil é uma potência ocidental do séc. XXI, deixamos de ser meros coadjuvantes para obter espaço próprio. O meu governo é o do presente, ser parte da máquina é também montá-la, portanto governá-la, e, assim é que devemos sentirmo-nos, como a peça que se retirada da engrenagem faz o país parar, o meu governo é para todos e cada um, é para quem sempre lutou e não teve sequer uma chance, é para os analfabetos que carecem de educação; os dependentes que precisam de tratamento, o meu governo é para a paz. Façamos valer o nosso governo, a nossa réstia de valores conquistados e transmitidos às próximas gerações, unamos força e façamos o que melhor é não apenas para si, mas para a coletividade. O meu governo é o seu também. O meu governo é presenciar o governo destes chefes políticos, mas é também observar o governo de todos nós, e gerir da importância individual o trabalho para que tenhamos uma sociedade mais igualitária, com menos pobreza, mais ações em prol das pessoas mais simples. É governar meu destino, e ser dono do meu direito; é fazer do dever a obrigação de cumpri-lo; é votar consciente. O meu governo passa por estas confluências todas e é revelado ao que eu me revelo de cara limpa. O meu governo é a luta constante por um mundo melhor. Governemo-nos!
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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