Desde a morte do venezuelano Hugo Chavez, após 15 anos, dá-se a eleição para um novo presidente em que dela não participe o bolivariano.
Impacto que a nós, latinos, nos tomou como um tombo. A "nova América", parecia crescer em dinamismo e galgar relevância no cenário mundial. Mas Chavez se foi, e, com ele o ideal de um povo que ainda creditava a um regime anti-capitalista a esperança de suas crianças.
Veio o novo papa. Um argentino, chamado Francisco. Suas deliberações com a família Kristner, era de sabida discórdia, até o dia em que o concílio o elegeu e as diferenças foram apaziguadas.
Já, o ateu uruguaio, José Mujica, dispensou a missa que lhe apresentaria ao sumo pontífice. Ideologias à parte, um ato coerente até, diante das polêmicas em que encontra-se envolta a Igreja.
Da Bolívia, Evo Morales, participa diretamente no processo de estatização das empresas em seu país, inclusive da nossa Petrobrás, alegando saúde moral no processo, para si e sua nação.
Os colombianos das Farc, entronizaram um regime terrorista em território nacional, também chamado, quando referem-se a si, de revolucionário, mas que sequestra civis de renome para dar ênfase de que quem ali manda são eles, e que, traficar drogas é política de consumo de esquerda.
No Chile o no Equador, era de se esperar, a multidão vai às ruas protestar contra os atos do governo; nada de substancial a ser referido como uma desinência territorial, da busca por direitos...
E, ao passo disso tudo, no Brasil, vamos até bem, recordando o passado do neo-liberalismo econômico, e, vivendo sob a distribuição capital nos moldes de programas de assistencialismo social como o Bolsa-Família e o Fome Zero; temos a presidenta com maior índice de aprovação da história, a economia - é certo - não vive seu melhor momento, mas já foi muito pior.
Desvanecendo, a América Latina, palco da colonização no século XVI, e revigorando suas bases através do turismo e delapidação política de princípios, e, graças à crise mundial do capitalismo, ganha força para emergir, no cenário mundial, e chamar para si os holofotes.
No fim das contas, as contas que passamos a vida inteira pagando aos países do norte, hoje, as temos "quitadas", embora internamente as dívidas públicas arrebatam a casa do trilhão de dólares; exportamos mais, o PIB de nossos países subiram e os olhares se nos voltaram como para uma nova classe. Serve de ponto de débito, o quanto tínhamos ao quanto pagamos, até o que hoje temos.
A liberdade, uma conquista individual mas que passa pela sociedade, parece-se, como uma dádiva, ter-se derramado por aqui; e, muito ainda há por fazer, mas se nos perguntássemos quem éramos e quem somos, a resposta iria variar abundantemente entre estas duas questões.
Se seguir o modelo capitalista fora a prova dos nove de que precisava a América para vingar como debutante, no globalizado terceiro mundo, os interesses destes povos, tiramos um bom e arrazoado 8,0. Por fim, passamos no teste e que venham novas provas de mostrarmos a eles o quanto realmente valemos.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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