Projetos de caráter econômicos, as políticas adornadoras que à sociedade civil, ainda na era FHC, a elevou ao patamar consumista de países grandes - quando da "invenção" do real; e, passando por uma desconstrução lulista, onde passamos a importar mais, segurar as taxas inflacionárias, diminuir o preço (ou ao mínimo, um aumento destes) de itens necessários à sobrevivência, a escalonar a classe miserável numa equação um pouco mais justa; e, aterrissando nos anos do Governo Dilma com uma taxa de juros básicos descendo ladeira abaixo, é que, enfim, a ameaça da inflação que bate os tetos projetados pelos economistas juntamente com o crescimento tímido do Produto Interno Bruto, voltam a ameaçar a frouxidão dos bolsos dos brasileiros. Soluções mil. Aumento da Selic; investimentos para subir o PIB, e nas importações; construção de indústrias de base das quais tanto carecemos, e um alerta à população para não antecipe-se endividando com o quanto não pode, estas medidas prometem manter calmos os ânimos. Se, por um lado, os mais afobados já cobram intervenções neste sentido; as castas lulistas remontam às conquistas deveras, e sem um curto alcance a objetar; a médio prazo esperam que as soluções comecem a apresentar resultados. O desafio econômico, inserido a um plano globalizado capital e intrínseco ao modelo governamental ao qual seguem as emergências, a saber, a desilusão dos poderosos com os BRICS, devotada por um descrédito ao qual só o passado daqueles invoca; paulatinamente vai-se acomodando, com as visitas de nossos governantes aos tais, exibindo as condições reais em que encontra-se o patamar econômico. O boom da política dita dos capitalismos de Estado, é resultado direto de uma herança de capitalização dos meios, mas que então provaram-se - se não insuficientes - inoperantes. Quando, ao presente, abrace-se às medidas protecionistas. Cabe, inda neste raciocínio, protelar à ânsiedade com a qual a população, mais precisamente, os empresários, um pedido severo por paciência; haja vista não estarmos mais lidando com a mesma situação de dez anos atrás; seguidamente, ao propor-se a mudança evoca-se o crédito nas instâncias superiores: razoável mesura do caráter requerido no nosso novo "economês"; em termo, quem atrela um discurso imediatista e inconsequente, é posto de fora - duramente, até - do processo decisório, que, diga-se, tem como fundamento todas as camadas populacionais, do mais pobre ao mais abastado.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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