quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Eis-me aqui. Envia-me."

Há quase 50 anos, surgia a Campanha da Fraternidade.

Elegendo temas voltados para a denúncia social, reverbera até hoje, tendo todo ano apontado determinado questionamento proposto para a sociedade, de modo a mobilizar as instâncias de todas as camadas sociais, no sentido de trazer à tona soluções para as chagas que se abrem na crista da globalização e do cosmopolitismo; atentando para causas e conseqüências das ações do homem no meio em que vivemos.

Neste ano, com o tema Juventude, sob o lema: “Eis-me aqui. Envia-me.”, a Igreja toca num ponto sensível, a postura perante problemas como a delinquência juvenil; o fim trágico de muitos jovens aliciados pela vida criminosa no tráfico de drogas; a situação de abandono na qual estão inseridas nossas crianças, sem teto e sem lei; enfim, o produto de uma mácula que vem machucando o convívio da juventude com as demais estratificações populares, entendendo por julgar necessária esta posição, remetendo a princípios morais e delegando-lhes vigência para sejam vistos como importantes para a mitigação da problemática.

Tal resgate, de valores, da ética e da moral urgem com o tempo.

As denúncias no corpo social, de criminalidade tendo como agentes jovens de camadas diferenciadas – mostrando que a situação não é grave tão-somente entre os mais pobres, mas mesmo entre a chamada classe média, e, até a setores mais abastados -, hoje, são diversas e apontam para diferentes motivos; entre os quais, o descaso com o que destinam parca educação ou oportunidades de ensino, junto àqueles, os quais, divergindo de uma vida branda e dirigida pela dignidade e honra, por onde poderiam seguir seus ideais, adversos às dolências se lhes apontadas pelas facilidades adotam uma proposta corrupta para si.

Lembrar também, a culpabilidade não recair apenas sobre os ombros da juventude - que muita vez, incorre no erro por falta de experiência mesmo-; mas do Estado de proporcionar uma tônica no quesito educação, proteção como segurança, saúde, etc. O problema não será sanado da noite para o dia, mas é importante pense-se o sentido, a direção que deixamos como caminho para aqueles que, em busca das experiências que serão – não o negamos – necessárias para se fazerem bem viventes, adultos competentes em suas atribuições. Relega-se assim papel de fundamental importância quando a Igreja se propõe, a roga de danos, recalcitrar contra situações de vidas perdidas antes de descobrir-se o indivíduo mesmo como pessoa humana, digna e cidadã.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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