Conservadores, os setores da casta política, um estorvo para os dedicados ao repasse dos princípios morais e éticos, a saber, institutos ou organizações de cunho social e humanos deliberativos a puxar o diálogo com a sociedade, os denotativos reentraves postos insistentemente pela denúncia pontos relevantes; se-nos ressurgem agora sob a burocracia tratante que revoga a maioridade penal.
Os contratos dentro das eminências, passam por cima dos valores, impõem suas contingências particulares, que, em conluio contra a moralidade, espezinham a lei, reforçam um sentimento fascista, ocupam os cargos mais altos, e, por isso, acham-se verdadeiros donos do poder.
Nada disso.
O menor infrator, se tem idade para eleger seus governadores – a si, tal direito (inda à custo, não um dever, pelo menos temporário) sendo dado – é de meio e não fim, que substitui, à inanição, a vontade política, muita vez a nascer precoce no seio do indivíduo, competindo à seu caráter e identidade, cultural como formal.
Enfim, competir a tais instâncias, o diálogo não se-mas aproxima ao recondicionamento pela pena institucional, à partir dos 16 anos. Senhores, à vossa intendência, recua-se o acato ao direito de ser criança: sim, um infante, podado pelas suas intermitências à viver à marginalidade, se comete o crime – qual for – antevê em sua natureza uma causalidade de remeter ao cunho social. Em determinismos bobos não querendo cá imiscuir este fato, leva a esta tendência também uma promessa de que, se preso, volte ao seio da sociedade poluído no interesse, já que nosso sistema carcerário é uma verdadeira escola do crime.
Não estender ao âmago do problema decupadas opiniões, evitam o contato direto com esse absurdo ilógico: tratar a violência como assunto casual; dependente de ser a pessoa má ou boa: sem maniqueísmo, o fruto que colhe quem é, aos estágios iniciais da vivência para com o meio, quando passa-se a ter a consciência (mesmo política) do que é o mundo que nos cerca, impostado a um sistema penal corrupto em sua essência, é o limiar do ódio que irá sentir, quando ou se, do cárcere puder sair – e, sairá – para devolver com juros dali o sentimento que lhe reprimiram como ordem de instância superior, ao que poderia provar como oportunidades se novas soluções, assim direcionadas, fossem dadas realmente no sentido de diminuir a criminalidade.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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