Ruínas de um império em decadência?
Desde o September 11, o mundo assiste tenso e acometido de sua liberdade – tomada em detrimento a um sentimento global de medo -, a um imbróglio que data da recente crise no sistema capitalista.
Agora, duas bombas explodem em Boston, no centro da ciência e do conhecimento americanos, e, na era das guerras de caráter terrorista, a humanidade sente o peso de uma possível guerra nuclear: uma vez mais.
A Coréia tem seus mísseis apontados para nós, nós, por outro lado, aceitamos a provocação; disso nada se conclui, senão uma disputa de poder entre oriente e ocidente que é-nos até recente, de origem alguma no combate gélido de uma provocação comunista, a ter base no conceito de um ocidental por referência, Marx, mas que foi ater aceitamento na longínqua ex-URSS.
O desmonte do giro capital, levou a países da Europa, tantos quanto Grécia, Espanha e Portugal, a situações limítrofes; estagnárias. Do mesmo modo padecem desta doença as liberdades individuais, substituídas pelo arregimento do consumo em detrimento do laissez-faire.
A este cenário, os países do Sul, relutam consigo mesmos, tentando uma guinada, acreditando seu futuro pregado secularmente, ter por fim aterrissado em suas praias e cordilheiras.
A História é construída cada vez mais rápida. Na década de noventa, o Iraque mostrou suas armas, e, fora enterrado com a morte de seu ditador, Sadam Hussein; com a queda subseqüente de outros dos quais o balanço do poder dependia, sendo assassinados, sodomizados, enfim, anulados em sua própria terra.
A Primavera Árabe impulsionou um processo já existente, o da derrubada das ditaduras, quiçá, à voz do povo; mas sabemos que não é bem assim...
E, se algum contentamento nos resta, é o de saber rogarem pela paz o papa Chico, as ONG’s de caráter ecológico; como as propostas de desenvolvimento sustentável, as elegias de manifestantes nas ruas; clamando pela paz perpétua.
Alguma coisa me diz, que após os anos de chumbo, em submetermos os nossos ideais ao fim da Segunda Guerra Mundial, ou a assistirmos espalhados pelo globo reminiscências de uma mudança estrutural; determinamos a ordem que dantes regia cada passo que dávamos; para pensarmos, – ainda, com as palavras de Einstein: “Não sei quais serão as armas da Terceira Guerra, mas a da Quarta serão pau e pedras.”
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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