Não é porque estamos vivendo um momento em que a líder da nação tem altos níveis de popularidade que devamos esquecer as águas passadas por baixo desta ponte. E se Dilma conquistou tais patamares de aprovação no seu governo, é olhando para trás que vivenciamos a emblemática participação do protagonista da política brasileira dos últimos anos, Luís Inácio Lula da Silva, o nosso Lula, que, ainda com os desmandos de alto-escalões de sua governança popular acima de tudo, onde foram denúncias casos de corrupção de ministros e internos, foi um chefe que soube preparar o terreno para seus sucessores.
Se é verdade que a herança governista da passagem de uma plêiade a outra de eleitoreiros influi diretamente no mandato seguinte, é que vemos de Dilma os esforços para manter a “limpeza da casa” com medidas de proteção contra os corruptos, não é à toa que caíram já tantos, metidos em maracutaias, e ainda estejam a cair. Com um bom plano governista, Lula, além de preparar as bases para sua sucessora, arrumou a casa e deixou de bom grado o poder para, dos bastidores, observar; incidindo somente quando seu nome era lembrado enquanto suas origens no movimento sindical, do qual nunca apartou-se por completo, e, agindo apenas quando sua força política era requerida, não no sentido de impor-se e sim no de colocar-se à serviço da nação.
Os diversos programas lançados enquanto era presidente, Lula mostrou um discernimento difícil de se ver nos políticos da atualidade. Com clareza e objetividade criou possibilidades para que pudéssemos ver um avanço na classe média deste país, junto com uma redistribuição de riquezas que possibilitou a diminuição das desigualdades sociais e mesmo, ao compactuar com o MST, reviver uma pauta de sempre prorrogada por nossos líderes, a saber, a da reforma agrária, a qual hoje é prioridade de Dilma conquanto expõe-se na mídia a expor as dificuldades para tal, apenas redescobrindo meios para edificar no seio do povo do campo uma esperança a muito perdida, sem falar de que Lula falou acertadamente em educação, lançando as raízes para futuros empreendimentos na área.
Que me perdoem os oposicionistas, mas estaremos vendo em pouco tempo aquilo do legado de Lula por muito por eles camuflado.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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