segunda-feira, 26 de março de 2012

A Vez das Mulheres

Durante a década de 60, os reclames da contracultura apontavam as lutas de minorias para que fossem reconhecidas com méritos de cidadania. Entre estes grupos marginais, encontravam-se as mulheres, que, com a insurgência do feminismo, reivindicavam direitos e posições igualitárias, haja vista, ainda estarem subjugadas a uma sociedade machista que lhes tolhia.
O tempo passou, a luta continuou e, com algumas vitórias, passo a passo, acabaram conseguindo respaldo e identidade. É claro, ainda existem direitos a serem conquistados, mas, também é verdade que, apesar de receberem menos que os homens enquanto assumem funções similares, principalmente no plano do trabalho, vemos hoje que elas têm sua força e poder como talvez nunca antes.
Situarei aqui as vitórias, que de alcance em alcance, formaram um grupo homogêneo, de mulheres e homens, onde anteriormente, só o sexo masculino dominava. Mitos caíram por terra, quando era o sexo feminino chamado sexo frágil, e hoje competem em pé de igualdade e mostram que os direitos conquistados não serão alvo fácil para uma visão retrógrada de que o homem é quem manda.
Conquanto na política veja-se ainda um número inferior delas em relação a eles, as conquistas neste meio são mais que evidentes; hoje contamos com uma mulher no mais alto posto do executivo, tendo Dilma como representante maior de nosso país, nome que se relembrada a época de lutas da contracultura, foi uma valente soldada. Reagiu contra a tortura e não entregou nenhum de seus aliados.
Há ainda muito a ser conquistado, e, mesmo assim está evidente que a luta pelo direito das mulheres não foi vã.
Enxergamos inclusive uma vigência de valores de aparente troca nas funções dentro das unidades de poder; a partir da família, onde agora homem cuida da casa e dos filhos e a mulher trabalha e sustenta; até nos cargos de importância, onde dentro dos ambientes profissionais mostram-se nos altos patamares e cargos executivos.
É natural, a partir do momento em que reatamos com um pensamento mais plural, aceitarmos o lugar das mulheres e sua vez na hora. Não é o caso de deixarmos, entretanto, de percebermos que foram elas que requisitaram sua posição atual, a qual ocupam e retém a responsabilidade por elas demandada. Também não é o caso de fecharmos os olhos e esperarmos que não precisem do apoio de seus maridos, irmãos, pais e companheiros; pelo contrário, devemos apóia-las no que vingaram, mais ainda, lutarmos ao lado delas pelo mesmo patamar, onde ninguém mande em ninguém, que haja o respeito e pondere-se as posições.
É a vez das mulheres. Esperemos que façam por merecer as suas conquistas e, a nós todos caiba a responsabilidade de conduzir as dilapidações e estados de homogeneização que conduzem hoje a sociedade.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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