Quando um operário subiu ao poder, a educação parecia ser um tema tabu. Porém, este siderúrgico, o nosso Lula, não mediu palavras para falar sobre o tema. Isso teve uma repercussão muito positiva, pelo simples motivo de ser ele alguém trazido da classe média considerada por parte sem função dentro do planejamento educacional de uma nação onde apenas 1% da população faz parte do meio universitário.
Lula ganha seu primeiro diploma quando sobe à presidência e, muito emocionado, conquista o coração inclusive daqueles que antes duvidavam de sua capacidade – por tantas ocasiões o chamando de analfabeto e despreparado para o desafio presidencial. Então, passou-se a tratar de educação com a seriedade devida, e, vindo do presidente oriundo da classe operária, a discussão ganhava força, o que é um dado factual e pontual dentro da instância governamental do Estado.
Não é de se esperar outra via de fatos, senão a de sermos ainda carentes nesse campo, que mais nos parece com um “privilégio”, mas que, detidas as proporções, vamos lentamente galgando degraus no sentido de impingirmos à sociedade aquilo do qual mais carece.
Em minha opinião, as reformas na educação devem partir dos núcleos universitários, para desatar os nós do serviço público, para só então, passarmos a uma reforma de bases; a meu ver, interessante do ponto de vista em que, preparando avant-gard as universidades, a escola de base poderá ser contemplada tanto com um quadro de professores qualificados quanto em seus níveis estruturais mais básicos.
Começando daí, e levando o debate às Casas de poder público, sempre com propostas mais e mais inovadoras no sentido de erigir uma infra-estrutura para o meio social partindo de reformas tanto no conteúdo quanto na prática realizada a partir de ações concretas, há – e ainda sempre haverá – lugar para debates incentivando o ensino e o aprendizado dentro dos regimentos parlamentares voltados para a atividade educativa.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade federal do Ceará
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