Em virtude da consolidação da Comissão Verdade Memória e Justiça, responsável em seu âmbito pelo resgate histórico das atrocidades ocorridas durante o período de 1946 a 1988, os chamados “anos de chumbo”, pelo qual o país passou sob o poder da ditadura, o Levante da Juventude, que ocorre em diversos Estados da federação, põe a postos jovens em protesto contra os atos realizados no ínterim ditatorial sob o regime dos generais.
No último dia 14 de maio, em Fortaleza , houve manifestações em vigor de memória dos mortos, desaparecidos e torturados. Um grito por justiça ressoando dos pulmões de quem hoje vive num dito Estado democrático. A importância do Levante constitui em não deixar passar despercebidas as intervenções contra os insurgentes que deram a vida pelo direito à liberdade – àquele tempo, de si tomada com aprovação de atos como o AI-5, maior veto à espontaneidade, baixado pelo General Gastarrazzo Médice.
Foi pelas lutas e embates contra aquele modo de governo, que hoje se pode reclamar com voz ativa; para tanto, relembrar é viver, é preciso sabermos os nomes de quem prendeu, torturou e matou os nossos brasileiros guerreiros em disposição de luta constante para vivêssemos hoje este futuro outrora por eles pregado: eis nossa dívida.
Organizado agora, o movimento conta com sítios na internet, de reuniões acontecendo por diversos pontos no país, de atos comuns programados com antecedência, e, saindo da discussão para a ação, o mantimento da insurreição contra quaisquer tipos de censuras aos atos políticos. A privação da população destes direitos e o desaparecimento ocasional de nomes responsáveis pelas vergonhosas direções de nosso Estado, são as principais bandeiras levantadas para que não deixemos esquecidos nossos irmãos relegados à mera estatística.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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