Sexta-feira, 04 de maio. Enquanto às voltas com a as atribulações do I Seminário Verdade, Memória e Justiça, no Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Ceará, a Deputada Eliane Novais, representante do núcleo histórico do Partido Socialista Brasileiro, regia um movimento que a princípio parecia parco e insuficiente, mas que, ao seu encerramento, tornara-se um dos acontecimentos mais importantes da política do Estado em toda sua História; no auditório do Plenário 13 de Maio, com a presença do Governador do Ceará Cid Gomes (PSB) e personalidades representativas das entidades responsáveis pela arquitetura e urbanismo no Estado do Ceará, além de um público fremente, era instalado o Pacto pelo Pecém, que, em meio a problemas de ordem estrutural, e social ainda existentes no CIPP, que sequer tem concluso pelo Ibama os estudos e relatórios de impactos ambientais, e diante de grande volume de investimentos previstos para aportarem na região, tem como objetivo reunir forças público-privadas no sentido de imprimir ao CIPP a importância dado ao seu grande impacto na economia e geração de riquezas.
Os investimentos e empreendedorismo legados a partir do Pacto, o qual, de acordo com o Governador, tem suas premissas em voga há já um ano, ao desenvolvimento em toda a conjuntura estadual, deverão, de acordo com os estudos realizados, dobrar o PIB (Produto Interno Bruto) cearense. Os impactos deverão influenciar também o entorno populacional tendo em voga o desenvolvimento sustentável. Competindo com o crescimento proporcionado por projeto que demanda uma injeção de compromisso do governo como da sociedade, objetiva-se atuar em conformidade com todos os protagonistas na instalação de empreendimento de grande porte. Os planos diretores sugerem ainda a integração urgente de todos os setores responsáveis para vertentes de infraestrutura. Entre os desafios a serem resolvidos, constam obras de drenagem e saneamento básico, com rede de coleta de efluentes industriais, instalações de redes hospitalares e de saúde, e estrutura habitacional para os futuros moradores do entorno do CIPP.
Seguindo por esta linha de pensamento, as obras que deverão resultar na duplicação do PIB do Estado, se não tiverem o repasse necessário à população, de pouco adiantarão. É preciso, portanto, notar as divergências e contradições existentes entre a intervenção em um pólo industrial de grande porte como o Porto do Pecém, e uma política displicente. Como vê-se, o lançamento do Pacto surge antes mesmo que sejam resolvidos problemas de ordem primária. Claro, impossibilitar a realização de um empreedimento de tal natureza em virtude de impensílios os quais poderão ser solucionados em médio e longo prazo – contanto sejam realmente postos à prova os esforços neste sentido – pode também não ser a melhor saída; constituir em um impasse desenvolvimentista parece ser o âmago do Pacto, instaurado em um momento interessante, onde a inércia nos bastidores parece levar o movimento da máquina partidária – em tratando-se principalmente do PSB-CE – a funcionar em seu qual uma arena, onde as disputas evocam novos desafios; estes sendo cumpridos ou não, parecem passar sempre pelo olhar atento da população a, nas próximas eleições parecer estar disposta a gastar massa cinzenta no sentido da escolha de seus representantes.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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