quarta-feira, 16 de maio de 2012

Caso Demóstenes

O quadro da decisão do Conselho de Ética do Senado – formado por 16 senadores – a respeito da abertura do processo de cassação do parlamentar de Goiás, Demóstenes Torres, consta com gravações telefônicas, oriundas da Operação Vegas, comandada pelo delegado da polícia Federal, Raul Alexandre Marques Sousa, que o indiciam de ter participação no esquema de jogos ilícitos em conjunto com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Instaurado a partir de uma ação movida pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o processo resvala na acusação de Demóstenes de quebrar o decoro parlamentar por se envolver com Cachoeira.
Foi aberto dia 07 (sete) de maio o acesso aos 32 integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira ao inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal, com restrições de segredo judicial. Uma sala mantida sob segurança dia e noite resguardará os documentos referentes ao processo, onde será vetado o uso de celulares ou computadores, na tentativa de evitar o vazamento de informações. Além do envolvimento direto com os ditos jogos de azar, a corrupção constatada no caso vai muito além, e inclusive, confere participações do senador e do empresário na compra de um partido político, daí a dimensão do inquérito ao qual dar-se-á o processo investigatório com a criação da CPMI.
O caso em questão respalda a lama em que andam envolvidas as mais importantes instâncias do país. O choque na sociedade causa repugnância quando desvelo dos acontecimentos, e a impunidade tão corriqueira – haja vista no nosso folclore político, escorregando pelo jargão, a CPI acabar sempre em pizza” – mais uma vez amedronta o futuro referente a mais um imbróglio insolúvel, ao menos, no que falta ser apurado.

Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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