quinta-feira, 3 de maio de 2012

Pelo Direito a uma Política de Cotas

É-se discutido nas várias instâncias de poder , no entrave político , o acertamento de uma política de costas – sejam estas raciais ou sociais. O embate já dura alguns anos e ainda não chegou-se a uma conclusão ou resolução da questão. O posicionamento de muitos cidadãos contra a pauta que vota esta questão é de descaso para com os motivos a levarem a debate a adoção de medidas de proteção desta natureza. Num país como o Brasil, onde o preconceito é camuflado e passa por piada sem nenhum controle, o aceitamento de determinismo de raças como deve ser observado principalmente nos campos educacionais, poderia, sem desígnios de culpa, gerar uma abertura para, por exemplo, afro-descendentes ou para as classes menos favorecidas. Isso acontecendo, ou seja, a política de cotas sendo implantada causaria – e já causa – rumores negativos no seio da sociedade. Aparentemente, para os brasileiros, o ingresso de negros e pobres nas universidades através de 50% de vagas destinadas a eles, significaria estar-se tomando posições que poderiam afetar algum possível privilégio por parte da maioria. Aquiescendo a problemática, o nosso país, com sua diversidade racial e cultural e com altos índices de pobreza, deveria, sim, propor a votação destas cotas. Por um lado, enquanto suprime-se o lugar das elites a partir de medida cautelar como o é a política de cotas, dá-se também posição a quem, haja vista a situação em que encontram-se, é minoria. Destinando-se essas vagas para eles, no lugar de privilegia-los, seria mais uma medida de inibir o acesso único às universidades apenas a quem já tem por garantia esta prenda. Com o debate sobre a educação em voga, é interessante observar esta situação, onde vai-se fornecer lugares a negros e aos menos abastados, deve-se esperar um novo contingente educacional, o que poderia ser bastante importante a médio e longo prazo, pois teríamos um novo extrato da sociedade graduando-se, isso, no mínimo, permitiria-nos saber do que são capazes essas vozes que clamam por igualdade. Uma das bandeiras de quem é contra a implantação das cotas, é abarcarem suas vagas, achando – se impuserem qualquer favorecimento – vingarem poderes tendenciosos; no entanto, este grande grupo esquece de estarem já com seu lugar no meio universitário praticamente garantido, estiveram a vida inteira estudando nos melhores colégios, foram agraciados com condições de privilegiados e os interesses estão todos do seu lado. Por tanto, selecionar um grupo de uma minoria para reservar-lhe uma posição, que jamais seria um simples privilégio, mas um direito acatado, é esboçar o impensílio de tê-los como promessa de uma educação mais efetiva, o que garante seu desenvolvimento e, assim, mudar a cara do país. Pedro Costa Publicitário pela Universidade Federal do Ceará

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