O programa de enriquecimento de urânio do Irã, pauta já cansativa nos jornais da aldeia global, ao qual deu-se à princípio o caráter de energético apenas, e pelo qual atravessou-se a dúvida de uma preparação para uma possível guerra a partir da iminência de construção de armas de destruição em massa não esquecendo-se a possibilidade de projetos bélicos em virtude de alguma iniciativa contra o estado de Israel, já é visto pelas potências ocidentais, tendo como principal partícipe os Estados Unidos da América, como uma razão de combate à política nuclear implementada no país.
Ainda assim, alega-se do presidente norte-americano, Barack Obama, protelar quando o assunto é o Irã. De acordo com a premissa pacifista de Ahmadinejad, de quem não pode-se esperar certezas de forma alguma; e, por outro lado, com os clamores aparentemente responsáveis da população iraniana, este enriquecimento de urânio é para fins exclusivamente de obtenção de energia, não para armar-se ou impor ao mundo seu potencial bélico através das bombas atômicas. No palco, há apenas alguns anos, a possibilidade de existência de setores iraquianos legados à construção de armas nucleares, levara o então presidente americano, George W. Bush, a declarar guerra ao país que tinha por líder o ditador Saddan Hussein. O medo é o da história repetir-se, e, indo além, de o Irã – se confirmadas as suspeitas – ter realmente um poder armistício suficiente para causar o que viria a ser uma terceira guerra mundial.
Nos palanques ao redor do globo, as atenções voltam-se via ou outra para os acontecimentos internacionais no seio do Oriente Médio; a hesitação de Obama, neste sentido, pode ser benéfica até, haja vista não ser bom para ninguém, a esta altura do campeonato, com a crise e os países grandes indo do jeito que vão, estoure uma guerra.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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