As movimentações da Comissão da Memória, Verdade e Justiça em Fortaleza começam a eclodir em pontos estratégicos na cidade. Partindo das reuniões realizadas na Assembleia Legislativa do Ceará, sob a direção da Deputada Eliane Novais e a tutela na pessoa de Valderez Albuquerque, as decisões tomadas a respeito dos rogos dos participantes, hoje já reforçados pelo Movimento Estudantil, Associação 64/68, membros da sociedade vinculados ao ensino pedagógico e outros, começam a ganhar contornos de uma luta concreta com meios possíveis para fins realizáveis.
A cada encontro novas propostas surgem e são encaminhadas aos setores responsáveis. Assim é dado cabo à demanda imperativa, reforçar no presente as denúncias reverberadas por tantos anos do passado e que apenas vão sendo-nos legadas agora, pelo volume de informação real delegado pelos partícipes da comissão ao pessoal responsável, inbuindo-se de tal tarefa os competentes mesmos representados por indicados quando não pelos próprios.
É positivamente dos acontecimentos estarem dando-se de forma contínua e duradoura, além de incisa e indefectível. Daí o exame factual dos anos ditatoriais, a cada passo dado no sentido de esclarecimento e desnudo da verdade por trás dos fatos – incongruências descabidas – nos governos dos generais, de 1964 a 1985, estar sendo posto à prova, pois que jamais esperávamos justiça ser feita do modo como debruçamo-nos para relegar a verdade dos fatos à posteridade.
A luta continua.
Pedro Costa
Publicitário pela Universidade Federal do Ceará
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